Grupo usou whatsapp para convocar “dia do fogo” no Pará

Em Altamira, no Pará, município que lidera o número de incêndios e desmatamentos no Brasil, o Distrito de Cachoeira da Serra, um dos polos agrícolas mais disputados pelos agricultores, ainda repercute a maior queimada da história do Pará, que aconteceu no dia 10 de agosto. Essa data vai ficar lembrada para sempre por aqui como o “Dia do Fogo”.

Já se sabe que mais de 70 pessoas – de Altamira e Novo Progresso —  entre sindicalistas, produtores rurais, comerciantes e grileiros, combinaram através de um grupo de whatsApp incendiar as margens da BR-163, rodovia que liga essa região do Pará aos portos fluviais do Rio Tapajós e ao Estado de Mato Grosso. A intenção deles era mostrar ao presidente Jair Bolsonaro que apoiam suas ideias de “afrouxar” a fiscalização do Ibama e quem sabe conseguir o perdão das multas pelas infrações cometidas ao Meio Ambiente.

O ministro da Justiça,Sergio Moro , anunciou que a Polícia Federal vai investigar integrantes de um grupo de Whatsapp que teriam combinado de realizar incêndios criminosos na Amazônia. A apuração será aberta com base em reportagem do site “Globo Rural”.

Conforme anunciou em sua conta no Twitter, Moro recebeu recomendação direta do presidente Jair Bolsonaro neste domingo para apurar o episódio. “Sim, fui contatado hoje mesmo pelo PR Jair Bolsonaro sobre o fato e solicitando apuração rigorosa. A Polícia Federal vai, com sua expertise, apurar o fato. Incêndios criminosos na Amazônia serão severamente punidos”, escreveu o ministro na postagem.

Ainda de acordo com a reportagem do “Globo Rural”, mais de 70 pessoas integravam o grupo de Whatsapp — entre elas, sindicalistas, produtores rurais, comerciantes e grileiros. Eles teriam a intenção de mostrar a Bolsonaro que apoiam suas ideias de “afrouxar” a fiscalização do Ibama — e, quem sabe, conseguir o perdão das multas pelas infrações cometidas ao Meio Ambiente.

O site informa também que o Ministério Público em Novo Progresso pediu apuração e que envolvidos já foram ouvidos pela polícia local.

By | 2019-08-26T08:10:30+00:00 agosto 26th, 2019|Brasil, Meio Ambiente|0 Comentários