Milho aponta para preço de R$ 52/saca na virada do ano com a crise argentina

Alberto Fernández assumiu a presidência na Argentina nesta terça-feira, dia 10, e um velho temor volta a assombrar os produtores rurais argentinos: as retenciones. (As retenciones são impostos que o país coloca sobre produtos exportáveis, em especial as commodities, que foram praticadas pelos governos peronistas de Nestor e Cristina Kirchner, que agora volta ao Poder como vice de Fernandez). O setor produtivo argentino vive dias de pânico.

Falta de oferta (crise de abastecimento) e “retenciones” argentinas podem levar o milho a patamares acima de R$ 50/saca na B3 (fev./março), diz analista da Agrinvest, Marcos Araújo. Hoje o preço base Campinas é de R$ 48,15. A situação politica na Argentina abre janela de oportunidade para exportação do milho brasileiro. Pior, contudo, são as previsões climáticas que apontam estiagem para regiões produtoras do pampa argentino.

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Entrevista com Marcos Araújo – Analista da Agrinvest sobre o Mercado do Milho

Alberto Fernández assumiu a presidência na Argentina nesta terça-feira, dia 10, e um velho temor volta a assombrar os produtores rurais argentinos: as retenciones. (As retenciones são impostos que o país coloca sobre produtos exportáveis, em especial as commodities, que foram praticadas pelos governos peronistas de Nestor e Cristina Kirchner, que agora volta ao Poder como vice de Fernandez). O setor produtivo argentino vive dias de pânico.

O mercado estima que as tarifas para a exportação do grão de soja in natura volte aos 30% ou fique acima disso. Para milho e trigo estima-se que as retenciones possam voltar aos 22%. Confirmados estes números, a competitividade do produtor argentino ficaria bastante comprometida diante de seus principais concorrentes. Veja abaixo uma estimativa para os impostos sobre a soja argentina:

Desta forma, o produtor rural argentino que já paga US$ 100 por tonelada de soja exportada, poderá sofrer, com as novas retenciones, US$ 140 a tonelada. Já para o milho, o valor por tonelada exportada hoje em US$ 8, poderá ir para US$ 24/t. O valor praticamente tirará o país do mercado por falta de competitividade, fazendo com que países importadores supra suas demandas pelo grão nos Estados Unidos, na Ucrânia e no Brasil.

Pior são as previsoes climáticas pra o pampa argentino, bem no momento de enchimento de grãos na Argentina. Veja abaixo:

Mapa Argentina - Marcos Araujo

Fonte: Notícias Agrícolas

By | 2019-12-12T07:56:37+00:00 dezembro 12th, 2019|Sem categoria|0 Comentários