Milho: Preços sobem mais de 1% na B3 e mais de 3% no interior do Brasil

Os futuros do milho fecharam o pregão desta terça-feira (12) em alta na Bolsa de Chicago. O mercado foi estimulado pelas preocupações que o clima ainda traz aos produtores norte-americanos que precisam concluir a colhieta no Meio-Oeste. Dessa forma, os principais contratos terminaram o dia com ganhos de 3,75 a 4,50 pontos, levando o dezembro a US$ 3,77 e o março/20 a US$ 3,86 por bushel.

Importantes regiões produtoras que ainda precisam avançar consideravelmente com a colheita do cereal no Corn Belt vêm enfrentando dias de frio intenso e muita neve, o que impede uma evolução dos trabalhos de campo.

E as previsões sinalizam que algumas regiões ainda passarão por situações semelhantes nos próximos dias, com temperaturas baixas batendo recordes. As incidências de neve mais severas, de acordo com o Serviço Nacional de Clima dos EUA, foram nos estados nos Michigan, Indiana e Ohio. Nas Dakotas, Nebraska, Iowa, Illinois e leste do Missouri a situação também é séria.

“A expectativa é de que o frio extremo deve ser recorde e provocar algumas perdas em regiões americanas com atrasos nos trabalhos de colheita”, diz o consultor de mercado Steve Cachia, da AgroCulte e Cerealpar.

No entanto, meteorologistas norte-americanos já informam que esta onda de frio intenso não deverá durar a semana toda, e que logo as temperaturas começarão a subir, região a região. E essas condições ligeiramente melhores já poderão ser observadas entre sábado e domingo no cinturão.

MERCADO BRASILEIRO

No mercado futuro brasileiro, os preços deram continuidade às últimas altas e também terminaram os negócios desta terça-feira em campo positivo na B3. Os futuros do cereal subiram entre 1,01% e 2,01% entre as posições mais negociados.

Assim, o novembro foi a R$ 44,25, o março/20 a R$ 45,80 e o setembro/20 a R$ 40,10 por saca. A demanda intensa pelo grão brasileiro – tanto interna, quanto na exportação – tem sido um dos principais combustíveis para os preços.

O momento forte das proteínas animais brasileiras têm contribuído. Com as exportações fortalecidas, o consumo de alimentação animal vem crescendo consideravelmente e puxando as demandas pelo cereal e por farelo de soja. Mais do que isso, o aumento do uso do grão para a produção de etanol também favorece o atual momento do mercado.

Mais do que isso, as exportações brasileiras têm batido recordes e o Brasil já é, atualmente, o segundo maior exportador mundial do cereal, que ganha cada vez mais competitividade.

No interior do país, os preços marcaram ganhos de mais de 3% em algumas praças do interior do país, como Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis e Sorriso, em Mato Grosso, ou São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul, com preços que variam de R$ 29,00 a R$ 36,00 por saca.

“É irrefutável que a campanha de exportação do milho brasileiro passa por sua melhor fase da história. A valorização do dólar frente ao real e a intensificação da crise sanitária na China têm impulsionado a demanda pelo cereal mundial”, explicam os diretores da ARC Mercosul.

Nesta terça-feira, a moeda americana terminou o dia com alta de 0,58% para valer R$ 4,16.

Fonte: Notícias Agrícolas
By | 2019-11-13T08:38:27-03:00 novembro 13th, 2019|Agronegócio, Brasil, Comercial, Economia|0 Comentários
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